O Café da Garagem
onde Lisboa se mostra de outra maneira
Horário
Quarta a Domingo
10h30 — 19h00
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Em novembro de 2011, o Teatro da Garagem abriu o Café da Garagem, um espaço de cultura e convívio intimamente ligado à vida artística da companhia. Decorado com objetos teatrais e referências aos textos de Carlos J. Pessoa levados à cena pelo TG, o Café prolonga, num registo informal e acessível, o universo estético e conceptual do projeto.
Um dos seus principais ativos é a vista sobre a cidade de Lisboa. No Café da Garagem, Lisboa revela-se de outra maneira: suspensa, observada à distância, convidando a um olhar menos apressado e mais disponível. Este ponto de vista singular transforma o Café num lugar de permanência, contemplação e encontro.
No Café da Garagem, o público pode fazer uma refeição ligeira antes ou depois do espetáculo, beber um chá ou um copo de vinho e permanecer num espaço que convida à conversa, à escuta e à partilha. Mais do que um apoio à atividade teatral, o Café afirma-se como um lugar autónomo de convivência cultural, aberto à cidade e aos seus públicos.
Ao longo do ano, o Café acolhe concertos, sessões de poesia, recitais e conversas temáticas, em articulação com as atividades artísticas e pedagógicas promovidas pelo Teatro da Garagem, reforçando o seu papel como espaço cultural ativo, onde reflexão e prazer coexistem.
A partir de 2026, o Café da Garagem passa também a organizar as Noites Dada, um ciclo regular inspirado no espírito de rutura, irreverência e desconcerto associado ao dadaísmo. Estas noites propõem experiências híbridas — entre palavra, som, gesto e ação performativa — explorando o absurdo, o inesperado e a provocação crítica como formas de encontro artístico.
As Noites Dada da Garagem assumem uma versão própria, garagiana, marcada por critério, autocrítica e uma subtileza auto-irónica, onde o desconcerto é entendido como ferramenta criativa, a irreverência como gesto pensado e o humor como espaço de partilha.
O Café da Garagem afirma-se, assim, como um espaço lúdico e provocador, de reflexão e divertimento, onde cultura e convívio se encontram — uma lufada de ar respirável em tempos por vezes irrespiráveis, e um lugar onde Lisboa se mostra, de facto, de outra maneira.