Texto e encenação de CARLOS J. PESSOA
Teatro Carlos Alberto (TECA) - Porto
25 a 27 de Fevereiro | 6ª e Sábado 21H30 | Domingo 16H
Teatro Municipal de Bragança
26 e 27 de Março | 21H30
Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor - Guimarães
11 de Junho | Festivais Gil Vicente
O cenário é o estúdio de Miss Mara: um ecrã negro que ocupa o fundo de cena onde são projectados materiais videográficos, o chão é uma piscina de fotografias. Todo o espaço da cena é atravessado diagonalmente por um trampolim com cerca de um metro de altura. Cada cena tem, do ponto de vista da história que conta, autonomia própria, podendo ser lida independentemente das outras. Contudo, procura-se uma ordenação, um sentido de principiar e de acabar. Às actrizes e aos actores é-lhes sugerida uma permanência como se o teatro entrasse na vida de uma forma, desejavelmente, feliz. Esta disciplina faz parte de uma técnica singular, diferenciada de artista para artista.
Miss Mara anda sempre com uma máquina fotográfica e fotografa sem olhar - é a mão que vê. Veste um casaco comprido da Max Mara, género Corto Maltese. Miss Mara tenta construir possibilidades ficcionais a partir do material fotográfico e cénico disponível.
CAIXA DOS SEGREDOS
Teatro Municipal de Bragança
24 de Março | 10h e 15h
Espectáculo para o público mais jovem.
Os reis magos eram três, mas devido ao crescimento da população mundial e à igualdade entre homens e mulheres passaram a quatro, mais precisamente dois reis magos e duas rainhas magas.
Os reis magos e as rainhas magas trouxeram, este ano, e já fora de época, uma prenda muito especial que é uma caixa com segredos. É verdade: uma caixa! Mas vendo melhor, uma caixa com. uma, duas, três, quatro, quatro caixinhas dentro!... Uma caixinha de cada rei e de cada rainha!
De seguida inicia-se o jogo. Cada caixinha tem sete, é verdade, nem mais nem menos, tem sete segredos! O objectivo do jogo é os meninos e as meninas guardarem o máximo de segredos que conseguirem.
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Outros espectáculos disponíveis p/ digressão
ON THE ROAD - OU A HORA DO ARCO-IRIS
Texto de CARLOS J. PESSOA
Encenação de ANA PALMA
On the Road ou A Hora do Arco-íris é uma peça sobre a viagem de uma mulher que, no percurso entre o Cabo de S. Vicente e o Pulo do Lobo, perfaz de memórias paradas a ausência que enche a sua vida e que brota da paisagem alentejana. Viajar numa auto-caravana é algo contraditório porque é como se nunca saíssemos de casa e, por isso, esta mulher, mais do que fugir do turismo alarve, que avassala o Verão algarvio, procura um lugar que seja o seu, provavelmente sem sair do sítio. No final, vê o arco-íris no horizonte, mas, como toda a gente que viu um arco-íris já percebeu, é impossível passar para o outro lado deste arco de cor. A nossa estrada segue sempre atrás ou ao lado da luz refractada.
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FALA-ME COMO A CHUVA E DEIXA-ME OUVIR
Texto de TENNESSEE WILLIAMS
Encenação de ANA PALMA
Em
Fala-me Como a Chuva e Deixa-me Ouvir, Tennessee Williams explora a tensão psicológica e espacial de dois personagens - um homem e uma mulher - numa peça de um só acto, com uma respiração poética e onírica. O homem queixa-se da falta de diálogo entre os dois e gostaria que ela lhe falasse como a chuva que se faz ouvir lá fora, acompanhada pelo choro lúgubre das notas de um bandolim. A mulher aproxima-se dele, ou será ele que se aproxima dela, e deixa que ele lhe toque o pescoço e lhe implore que fale. Em resposta, contudo, diz-lhe que gostaria de partir dali de não estar ali e, na realidade, ouvimo-la descrever o hotel para onde supostamente vai e onde ficará a viver até que esqueça o próprio momento em que decidiu partir. No final, ouve-se a chuva e a mesma súplica: «Fala-me como a chuva e deixa-me ouvir». Mais do que o desespero de um desejo, impossível de realizar, é o silêncio de sermos anónimos um para o outro que nos assombra os dias.
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