Hamlet - pelo Teatro da Garagem
Teatro
Hamlet, tragédia amplificada em registo irónico-sério, representa um Mundo dual: desordem que reivindica ordem, e vice versa, cultura popular (o Carnaval, no jogo verbal, que inverte a ordem do Mundo) e cultura erudita (a palavra jurídica que institucionaliza o Mundo), em reverberações múltiplas, curto-circuitos, descontinuidades.
Há classes sociais, que mutuamente se desafiam, ricos e pobres (e afinal quem são os “ricos” e quem são os “pobres”? É mais sábio o coveiro ou o erudito?), que se seduzem, que se digladiam, que se ofendem, que se amam.
Há acção e pensamento. Vingar, ou não vingar, acreditar, ou não acreditar, ficar mergulhado nessa permanência de si em conflito, porque, no fundo é possível provar uma coisa e o seu contrário (tal é a falácia do pensamento...) ou agir, caindo, num abysmo (porque é o “Y que mantém a boca aberta do abysmo” como disse Pascoais) que levará onde? Céu, Inferno, Nada?
--> Ver mais
ESTREIA | 10 DE MAIO
10 a 27 de Maio | 4ª a Dom | 21h30
TEATRO TABORDA
Encenação e Conceção Plástica Carlos J. Pessoa
Texto William Shakespeare
Dramaturgia Maria João Vicente
Interpretação Ana Palma, André Almas, Emanuel Arada, Joana Liberal, José Neto, Maria João Vicente, Miguel Mendes, Nuno Nolasco, Nuno Pinheiro,
Cenografia e Figurinos Sérgio Loureiro
Música Daniel Cervantes
Vídeo e Fotografia Teresa Azevedo Gomes
Direcção de Produção Maria João Vicente
Produção João Belo
Apoio Técnico e direção de cena Catarina Mendes
Assistência de Produção Teresa Azevedo Gomes e Catarina Mendes
Apoios Câmara Municipal de Lisboa, EGEAC E. M., Clube Nacional de Natação (CNN)
Financiamentos Companhia financiada pelo Governo de Portugal – Secretário de Estado da Cultura / Direcção-Geral das Artes