L.A. - LOST ANGELS' Project
de CARLOS J. PESSOA
co-produção TEATRO DA GARAGEM e
TEATRO MUNICIPAL DE BRAGANÇA
27 Mar | Bragança
Lost Angels, A Project to kill mankind é o novo projecto do Teatro da Garagem, a estrear no Teatro Municipal de Bragança, no dia 27 de Março, com a colaboração de alunos da Escola Secundária Miguel Torga e do grupo Parkour de Bragança.
Em L.A., cujo conceito inicial decorre dos diários dos dois jovens responsáveis pelo massacre de Columbine, procura-se localizar a possibilidade geradora de uma visão de humanidade e do sublime na transparência cristalina da palavra que é proferida. Esta palavra é sobre o ímpeto destrutivo da cólera e da guerra. Imaginámos o que aconteceria se a forma da Ilíada, narrativa fundadora da civilização ocidental, mas também texto sobre a mãe de todas as guerras, nascida, porém, de um episódio pessoal e caprichoso, seguisse literalmente o seu conteúdo e dela apenas restassem fragmentos. O que temos são bocados de texto lacerado, como o cheiro da carne na refrega do recontro letal, o rosnar ufano do viril animal bélico, os restos de heróis que almejaram ser deuses, a palavra vibrante da ordem e a palavra soprada do lamento.
Encenação Carlos J. Pessoa
Dramaturgia David Antunes
Música (composição e interpretação) Daniel Cervantes
Desenho de Luz Miguel Cruz
Cenários e Figurinos Sérgio Loureiro
Interpretação Ana Palma, Fernando Nobre, Joana Jorge, Maria João Vicente e Miguel Mendes
Alunos Esc. Sec. Miguel Torga Ana Castanheira, Ana Dias, Ana Oliveira, Ana Marrão, Ana Vaz, Ana Ventura,
Bárbara Bartolomeu, Beatriz Falcão,
Beatriz Fernandes, Carolina Alves,
Cláudio Gonçalves, Cristiana Frei,
Daniel Fernandes, Fátima Gomes,
Francisca Morgado, Inês Carreira,
Isabel Miguel, Jéssica Cruz, Jessica Frei, Joana Martins, Joel Ferreira, Lia Montanha, Lina Xavier, Margarida Pires, Manuel Pires, Marcos Gonçalves, Márcia Freitas,
Maria Baptista, Maria Fernandes,
Mariana Martins, Marta Pereira,
Sancha Castro, Sandro Lopes,
Sara Português, Sílvia Morais,
Solange Oliveira, Susana Garcia,
Patrícia Castela, Pedro Torres, Vânia Pires
“Arte do Movimento” Grupo de Parkour Filipa Morais, Guilherme Costa, Jorge Mota, Kevin Gonçalves e Miguel Quaresma
Direcção de Produção Maria João Vicente
Produção João Belo, Ricardo Ladeira e Teresa Azevedo Gomes
Design Gráfico João Ferreira e Ricardo Ladeira
Co-Produção Teatro da Garagem e Teatro Municipal de Bragança
Técnica de Palco Cláudia Ferreira
COMPANHIA FINANCIADA PELO MINISTÉRIO DA CULTURA / DIRECÇÃO GERAL DAS ARTES
Apoio Câmara Municipal de Lisboa / EGEAC
CTT, Clube Nacional de Natação
Ciclo TRY BETTER. FAIL BETTER ‘10
2. Poltrona
12 a 14 Março | 21h30
Segundo Aristóteles, "a mulher é um ser incompleto, um meio-homem. É passiva, ao passo que o homem é activo." Contrariamente à frase de Aristóteles em Poltrona a mulher é activa, sobretudo no verbo, e está constantemente à procura de acrescentar-se, sabendo sempre que será incompleta, mas nunca por antagonismo ao homem.
Considera-se por tragédia o género teatral, cujo herói está destinado à derrota, mas que luta corajosamente até ao fim contra forças opostas e maiores. Drama significa "acção" em grego, mas a partir de um determinado período (séc. XVIII) o drama consiste, num género específico de texto para teatro que procura ultrapassar a distinção clássica entre tragédia e comédia, conjugando aspectos característicos de ambos.
No imaginário colectivo será que associamos sempre a tragédia ao homem e o drama à mulher? Será que esta perspectiva resulta de um percurso de séculos até aos dias de hoje, onde as grandes questões sempre nos foram postas de forma inalcançável? As primeiras mulheres a votar habitam um passado recente da nossa História, ainda só atingimos as bodas de prata em matéria decisiva. Basta olhar para as estatísticas: existem três vezes mais mulheres com estudos superiores e quantas há em lugares de chefia?
Em Poltrona não se pretende recriar cenas feministas, como a vontade de sair à rua para queimar peças íntimas. Vê-se apenas, nas palavras e situações vividas, uma vontade enorme de trabalhar e de gritar - e preferencialmente ser ouvida - sendo-se uma mulher citadina no século XXI. "É preciso trabalhar!"
As duas vozes de Poltrona, que são uma só mulher, representam dois espaços diferentes: o interior e o exterior ou o raciocínio audível e o inaudível. Poltrona é sinal do poder e paradoxalmente da inércia. Em Poltrona vemos o quanto é preciso suar duas vezes para chegar a um lugar seguro, sendo-se mulher e actriz, por exemplo. E conseguir rir do "Dia da Mulher" e das cotas no parlamento. Rir dos textos dramáticos, onde não existem personagens femininas. São tantos.
Ficha Artística e Técnica
Texto e encenação: Cláudia Lucas Chéu
Assistência de encenação: Albano Jerónimo
Interpretação: Maria Ladeira, Solange Freitas e Sara Chéu
Espaço cénico e figurinos: Cláudia Chéu e Albano Jerónimo
Espaço Sonoro: Tiago Barbosa
Maquilhagem: Fábio Cordeiro
Grafismo: Sara Oliveira
Fotos de cena: Catarina Falcão
Produção: Mafalda Ribeiro
3. Han Shot First
19 a 21 Mar | 21h e 22h30
Han shot first é uma inauguração.
Han shot first é sobre a dificuldade do início.
Han shot first é sobre inícios.
Han shot first é o nosso início.
Han shot first é uma tentativa de dois anti-heróis, é o disparo de dois criadores, no matter what.
Han shot first valoriza a crença num novo começo sempre possível, e o impulso de agir e de estar sempre na fase de começar outra vez, e começar outra vez, e agora começar outra vez.
Diogo Bento e Inês Vaz querem ser Han Solo no espectáculo em causa. Tentando melhor, talvez quem sabe falhando melhor, mas sempre agindo e andando contra dificuldades, falta de dinheiro, falta de ideias porque já foi tudo feito, crises de desemprego, crise económica, bla bla bla, bla bla bla.
Han shot first é um tiro de partida.
Han shot first também pode ser um disparo do Cupido.
--> www.hanshotfirst2010.blogspot.com
Ficha Artística e Técnica
Concepção e interpretação: Diogo Bento e Inês Vaz
Figurinos: Dino Alves
Produção: Elisabete Fragoso
Co-produção: Teatro da Garagem.
Projecto financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian
Apoio: Teatro Praga e Comuna – Teatro de Pesquisa.
SERVIÇO EDUCATIVO
Oficina Mais Rápido que a Própria Sombra
1 a 5 de Março | 10h e 14h
Mais rápido que a própria sombra é uma oficina dirigida às crianças do primeiro ciclo do ensino básico, que tem como objectivo a criação de um pequeno espectáculo através da utilização de sombras e da manipulação de diferentes objectos.
Reservas e marcações (Ver contactos do Teatro da Garagem)