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2009     JAN | FEV | MAR | ABR | MAI | JUN | JUL | AGO | SET | OUT | NOV | DEZ |

O ELEVADOR

de GABRIEL PINTILEI
encenação de CARLOS J. PESSOA
Dramaturgia romena contemporânea
27 de Mai. a 11 Jun. I Quarta a Domingo I 21h30
Este espectáculo é realizado com o apoio do Instituto Cultural Romeno em Lisboa
M/16

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Dando continuidade à parceria com o Instituto Cultural Romeno, e depois da tradução e encenação em Bucareste, de Ácido, de Carlos J. Pessoa e do Teatro da Garagem ter apresentado no Teatro Odeon, na capital romena, Teatro Clip, é a vez do Teatro da Garagem dar corpo e voz aos novos dramaturgos romenos, através da tradução e encenação de O Elevador, de Gabriel Pintilei.
Dois jovens, fechados num elevador de uma fábrica abandonada, são já, sem o saberem, os anjos-fantasmas dos amantes que aí se quiseram encontrar, para fazer amor pela primeira vez. No desespero de encontrar uma saída, encontram o corpo e os sentidos, sem quase se tocarem, alimentam a alma da fantasia do desejo, que prologa o inevitável, e sobrevivem à medida da duração da bateria do telemóvel sem rede nem esperança. O elevador é um túmulo onde outros amantes já se encontraram, mas é também a metáfora da possibilidade de ascensão e liberdade que o amor oferece aos afortunados que alguma vez se apaixonaram para sempre, face ao desespero irremediável de uma morte que desde o início nos assombra. Felizmente, não são poucos
.

TEXTO I Gabriel Pentilei TRADUÇÃO DE ROMENO I Anca Milu-Vaidesegan ENCENAÇÃO E CONCEPÇÃO PLÁSTICA I Carlos J. Pessoa MÚSICA ORIGINAL, DESENHO E OPERAÇÃO DE SOM I Daniel Cervantes CENOGRAFIA E FIGURINOS I Sérgio Loureiro DESENHO E OPERAÇÃO DE LUZ I Miguel Cruz INTERPRETAÇÃO I Joana Jorge e Manuel Moreira REVISÃO DE TEXTO E DRAMATURGIA I David Antunes DIRECÇÃO DE PRODUÇÃO I Maria João Vicente PRODUÇÃO I Iria Menut e Raquel Paz APOIO GRÁFICO I Pedro Azevedo CO-PRODUÇÃO I Instituto Cultural Romeno em Lisboa APOIOS I Câmara Municipal de Lisboa e EGEAC FINANCIAMENTOS I Companhia financiada pelo Ministério da Cultura/Direcção-Geral das Artes

ACOLHIMENTO

MANUEL DONO TABORDA

de Alvaro Garcia de Zúñiga
23 e 24 Mai.
Inserido no projecto Lisboa Encruzilhada do Mundo
M/12


À partida, o autor mergulha-nos num manual de utilização em todas as línguas. Mas um manual de utilização não tem autor, é um objecto anónimo. Ora, é próprio da escrita teatral que as personagens escapem aos seus inventores. Assim, o autor que se bate pelo anonimato será ultrapassado e Manuel vai tornar-se personagem do manual, vai ter um "quanto a ele". Isto porque uma palavra ganha corpo assim que se apresenta sobre cena, mesmo a de um manual de instruções. É, portanto, uma espécie de conferência em várias línguas cujo tema é ora o livro, ora a rádio, ora a língua, ora tudo coisas a utilizar consoante o manual de instruções.Muito concretamente, o trabalho poderia contar-se assim : um punhado de actores decidiram acompanhar Alvaro García de Zúñiga num exercício de escrita cénica em transformação.

EXPOSIÇÃO

ALHEAVA_SEM OUTRO SABER

de Manuel Santos Maia
9 Abr. a 31 Mai. I das 18h às 24h


"Alheava" é a conjugação do pretérito imperfeito do verbo alhear, remete-nos para o passado; sinónimo de um outro verbo alienar. Define uma acção ou efeito de desviar; afasta; transferir; ceder a outrem. E em qualquer destas circunstâncias denuncia também um conjunto de significados de dimensão psicológica, tais como, viver num mundo abstracto; pôr-se de fora de um assunto; deslocado; distraído; esquecido; que perdeu o juízo.
"Alhear" sugere um estado de alienação, de amnésia, um efeito de desvio, uma ausência de raízes, uma sensação de perda, um sentimento de deslocação.
O título Alheava surgiu da leitura da obra De Profundis Valsa Lenta, de José C. Pires. Nesta obra, o romancista, caracteriza a condição da sua personagem como sendo alguém que vive um processo irreversível de perda de identidade que se traduz, por sua vez, numa perda da relação com o mundo, com os outros, com o passado e com o presente. A descrição da condição da personagem aproxima-se a um processo de despersonalização.

CLUBE DE TEATRO JOVEM

Orientação de Ana Palma e Miguel Mendes.
Serviço Educativo do Teatro da Garagem

CLUBE DE TEATRO SÉNIOR

Orientação de Maria João Vicente.
Serviço Educativo do Teatro da Garagem