ITINERÂNCIA
ON THE ROAD OU A HORA DO ARCO ÍRIS
de CARLOS J. PESSOA
encenação de ANA PALMA
com MARIA JOÃO VICENTE
3 Abr. I 21h30 I Teatro Municipal de Vila Real
M/12
On the Road ou A Hora do Arco-íris é uma peça sobre a viagem de uma mulher que, no percurso entre o Cabo de S. Vicente e o Pulo do Lobo, perfaz de memórias paradas a ausência que enche a sua vida e que brota da paisagem alentejana. Viajar numa auto-caravana é algo contraditório porque é como se nunca saíssemos de casa e, por isso, esta mulher, mais do que fugir do turismo alarve, que avassala o Verão algarvio, procura um lugar que seja o seu, provavelmente sem sair do sítio. No final, vê o arco-íris no horizonte, mas, como toda a gente que viu um arco-íris já percebeu, é impossível passar para o outro lado deste arco de cor. A nossa estrada segue sempre atrás ou ao lado da luz refractada.
CICLO TRY BETTER. FAIL BETTER '09
5. RODA DA FORTUNA
Teatro da Didascália
2 a 5 Abr. I
21h30
Roda da Fortuna é uma viagem ao centro de Wall Street e suas frenéticas transacções determinantes no futuro do mundo. Um espectáculo que apresenta de forma divertida um universo caótico de onde emergem personagens grotescas, num jogo ao mesmo tempo burlesco e absurdo.
Histórias individuais cruzam-se para compor um quadro ainda maior. Desde o corrector bem sucedido Nova-Iorquino que decide pôr fim à sua carreira convertendo-se num monge, ao estado de saúde de Wally, um influente paciente num hospital Nova-Iorquino que pode mudar tudo...
Três actores que transpiram um virtuoso e energético jogo interpretativo, multiplicam personagens e transformam o palco num espaço mágico, numa expedição vertiginosa pelas peripécias da economia.
ACOLHIMENTO
SENTIDO PORTÁTIL
de Carla Bolito
15 a 26 de Abril I Quarta a Domingo I 21h30
M/16
Sentido Portátil reconstitui o percurso dos
shandys, procurando sublimar o espírito portátil daqueles que conhecem o poder da brevidade e que sabem que “o verdadeiro rosto da História passa velozmente e que só se pode reter o passado como uma imagem. Como um relâmpago que aparece e desaparece, emitindo no próprio instante em que o vemos, um resplendor que nunca mais se voltará a ver”.
EXPOSIÇÕES
INUIT
de Rita Castro Neves
5 Mar. a 5 Abr. I
das 18h às 24h
Na série de fotografias Inuit um casaco invernoso é usado em situações quotidianas por uma figura feminina. Muito embora o casaco-invólucro seja sempre o mesmo, um olhar atento revelará que as mulheres que o incorporam são diferentes. O inusitado está aqui na minúcia. Encenadas para a câmara, as situações em retrato apenas aparentemente são banais. Uma tensão latente vai-se tornando cada vez mais pre sente, à medida que as situações se sucedem. Funcionando como dípticos, ao lado de cada retrato surge uma fotografia de paisagem. A paisagem é simultaneamente um cenário alternativo e uma espécie de espelho ou representação visual do estado de espírito da personagem - numa lógica romântica. Mas também aqui as paisagens enganam. A coerência estética e composicional do conjunto das imagens aproxima paisagens de locais tão diversos como o Porto, Berlim, Angoulême e Braga, numa geografia nova e descaracterizada. Mais uma vez se sublinhando a ideia de que a deslocação que aqui tem lugar é a que se passa no interior do casaco – numa pesquisa sobre a espessura emotiva da pessoa humana.
ALHEAVA_SEM OUTRO SABER
de Manuel Santos Maia
9 Abr. a 31 Mai. I
das 18h às 24h
"Alheava" é a conjugação do pretérito imperfeito do verbo alhear, remete-nos para o passado; sinónimo de um outro verbo alienar. Define uma acção ou efeito de desviar; afasta; transferir; ceder a outrem. E em qualquer destas circunstâncias denuncia também um conjunto de significados de dimensão psicológica, tais como, viver num mundo abstracto; pôr-se de fora de um assunto; deslocado; distraído; esquecido; que perdeu o juízo.
"Alhear" sugere um estado de alienação, de amnésia, um efeito de desvio, uma ausência de raízes, uma sensação de perda, um sentimento de deslocação.
O título Alheava surgiu da leitura da obra De Profundis Valsa Lenta, de José C. Pires. Nesta obra, o romancista, caracteriza a condição da sua personagem como sendo alguém que vive um processo irreversível de perda de identidade que se traduz, por sua vez, numa perda da relação com o mundo, com os outros, com o passado e com o presente. A descrição da condição da personagem aproxima-se a um processo de despersonalização.
ENSAIOS DE
O ELEVADOR
de GABRIEL PINTILEI
encenação de CARLOS J. PESSOA
Dramaturgia romena contemporânea
M/12
Dando continuidade à parceria com o Instituto Cultural Romeno, e depois da tradução e encenação em Bucareste, de Ácido, de Carlos J. Pessoa e do Teatro da Garagem ter apresentado no Teatro Odeon, na capital romena, Teatro Clip, é a vez do Teatro da Garagem dar corpo e voz aos novos dramaturgos romenos, através da tradução e encenação de O Elevador, de Saviana Stanescu.
Em O Elevador, dois jovens adolescentes fogem para se encontrar furtivamente num armazém abandonado. No seu encontro apaixonado e intenso ficam fechados no elevador do armazém, incomunicáveis e isolados do mundo. Os adolescentes acabam por morrer, tornando-se anjos. O Elevador é uma peça sobre a adolescência, sobre a descoberta do corpo e sobre a perda da inocência – uma ascese interrompida pela sombra da realidade e da morte.
CLUBE DE TEATRO JOVEM
Orientação de Ana Palma e Miguel Mendes.
Serviço Educativo do Teatro da Garagem
CLUBE DE TEATRO SÉNIOR
Orientação de Maria João Vicente.
Serviço Educativo do Teatro da Garagem