Esta é a história de uma Mulher, que é, como quase todas as mulheres, muitas mulheres. Esta é uma Mulher que trás o Mundo inteiro dentro dela, que vai parindo, iluminando caminhos, enganando-se, por vezes, mas que esta sempre à procura, porque parar não consegue (ou não consegue que a deixem parar), porque se parasse podia perder-se e não saber mais por onde voltar… e, enfim, olhar-se a si própria…
Uma Mulher que viaja a uma velocidade vertiginosa, que se perde na esquina de cada memória sua, para se voltar a encontrar numa acção, num gesto, num movimento, num cantar secular que a faz recordar quem é.
Ficha Artística e Técnica
Direcção Artística Rafaela Santos Encenação, Movimento e Espaço Cénico Rafaela Santos e Leonor Keil
Interpretação Rafaela Santos Dramaturgia Fernando Giestas (a partir de textos de Patrícia Portela, entre outros) Figurino Rafaela Mapril Desenho de Luz Jorge Ribeiro Desenho de Som Tiago Cerqueira
Produção Rodrigo Francisco, Magnólia Teatro/Amarelo Silvestre – Associação Cultural
Co–Produção Teatro Viriato e Centro Cultural Vila Flor Apoio Lugar Presente / Companhia Paulo Ribeiro e As Casas do Visconde
5. Antes de Descobrir a Garganta
23 a 25 Abr | 21h30
ANTES DE DESCOBRIR A GARGANTA assume-se como um espectáculo-tentativa que procura, não encontrar uma resolução, mas uma perpetuação da manifestação teatral. O espectáculo não é concluído, este é apenas um excerto do trajecto que dispomos, não existe fim ou conclusão, é uma manifestação acerca do teatro e da condição do actor enquanto criador. O estar da entidade teatral vai-se esvaziando e enchendo. Enchendo-se de tudo e de nada. Esvaziando-se de si e de ninguém. Vai acumulando tentativas ao mesmo tempo que diminui as suas hipóteses: de ser, de comunicar. Pode ser uma imagem do fenómeno teatral, da bipolaridade de uma geração, de um super-herói com o seu lado comum e extraordinário. A sua existência pretende sempre ser, é sempre imagem de qualquer coisa, de um referente. É uma existência ficcionada, múltipla, fragmentada e não-editada. Simulacro do homem contemporâneo, de uma identidade estilhaçada pelo olhar dos outros.
texto original ricardo marques criação e interpretação nuno leão, ricardo marques mecanismo cénico e desenho de luz ana ribeiro, nuno leão, ricardo marques som ricardo marques fotografia e vídeo de cena andré uerba design de comunicação e ilustração elias taño produção e comunicação ana ribeiro, renata amaro
Co-produção Teatro da Garagem
Projecto financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian
Apoios Teatro Praga/Hospital Miguel Bombarda, Editora Alma Azul, Companhia de Teatro Cães à Solta/Associação Casa do Povo de Alcains, Ajidanha - associação cultural, ALZINE