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2010    JAN | FEV | MAR | ABR | MAI | JUN | JUL | AGO | SET | OUT | NOV | DEZ

CICLO TRY BETTER. FAIL BETTER '10

Novos Criadores.

4. Mulher Mundo

16 a 18 Abr | 21h30

Esta é a história de uma Mulher, que é, como quase todas as mulheres, muitas mulheres. Esta é uma Mulher que trás o Mundo inteiro dentro dela, que vai parindo, iluminando caminhos, enganando-se, por vezes, mas que esta sempre à procura, porque parar não consegue (ou não consegue que a deixem parar), porque se parasse podia perder-se e não saber mais por onde voltar… e, enfim, olhar-se a si própria…
Uma Mulher que viaja a uma velocidade vertiginosa, que se perde na esquina de cada memória sua, para se voltar a encontrar numa acção, num gesto, num movimento, num cantar secular que a faz recordar quem é.

Ficha Artística e Técnica


Direcção Artística Rafaela Santos
Encenação, Movimento e Espaço Cénico Rafaela Santos e Leonor Keil
Interpretação Rafaela Santos
Dramaturgia Fernando Giestas (a partir de textos de Patrícia Portela, entre outros)
Figurino Rafaela Mapril
Desenho de Luz Jorge Ribeiro
Desenho de Som Tiago Cerqueira

Produção Rodrigo Francisco, Magnólia Teatro/Amarelo Silvestre – Associação Cultural Co–Produção Teatro Viriato e Centro Cultural Vila Flor
Apoio Lugar Presente / Companhia Paulo Ribeiro e As Casas do Visconde


5. Antes de Descobrir a Garganta

23 a 25 Abr | 21h30

ANTES DE DESCOBRIR A GARGANTA
assume-se como um espectáculo-tentativa que procura, não encontrar uma resolução, mas uma perpetuação da manifestação teatral. O espectáculo não é concluído, este é apenas um excerto do trajecto que dispomos, não existe fim ou conclusão, é uma manifestação acerca do teatro e da condição do actor enquanto criador. O estar da entidade teatral vai-se esvaziando e enchendo. Enchendo-se de tudo e de nada. Esvaziando-se de si e de ninguém. Vai acumulando tentativas ao mesmo tempo que diminui as suas hipóteses: de ser, de comunicar. Pode ser uma imagem do fenómeno teatral, da bipolaridade de uma geração, de um super-herói com o seu lado comum e extraordinário. A sua existência pretende sempre ser, é sempre imagem de qualquer coisa, de um referente. É uma existência ficcionada, múltipla, fragmentada e não-editada. Simulacro do homem contemporâneo, de uma identidade estilhaçada pelo olhar dos outros.

texto original ricardo marques
criação e interpretação nuno leão, ricardo marques
mecanismo cénico e desenho de luz ana ribeiro, nuno leão, ricardo marques
som ricardo marques
fotografia e vídeo de cena andré uerba
design de comunicação e ilustração elias taño
produção e comunicação ana ribeiro, renata amaro

Co-produção Teatro da Garagem

Projecto financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian

Apoios Teatro Praga/Hospital Miguel Bombarda, Editora Alma Azul, Companhia de Teatro Cães à Solta/Associação Casa do Povo de Alcains, Ajidanha - associação cultural, ALZINE